terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Gripe? Qual Gripe?
Ora bem,
Eu sempre fui uma das defensoras que tudo isto era uma treta, opondo-me terminantemente à vacinação em massa.
E agora, até parece que alguém pensa como eu!
Continuo a achar que tudo isto das grelhas de Telejornal é muito estranho. Esta notícia passou ontem no jornal como as últimas a ser anunciadas. Ora, uma coisa desta gravidade não deveria ter um lugar de destaque?
I wonder...
quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Peço Desculpa...
Hoje senti necessidade de pedir desculpa. Estou completamente cega às coisas...Xiça, que arrelio!
Tudo está lá: cortéx, vias nervosas, quiasma, retina (estou-me a referir ao sistema de condução de estímulos visuais), mas nada funciona! Sabem, tipo os carros que vêm com piscas e as pessoas esquecem de os usar...
Sinto-me um indivíduo colectivo com palas! (uau, grande frase)
É verdade, tipo quando tudo está à tua volta, mas só consegues dirigir a tua atenção para determinado assunto. É assim, mas quando fazes opções será assim.
Lembro-me bem de quando era bem mais nova tudo fluía com mais naturalidade. Não me interessava o porquê de uma formiga levar às costas uma migalha de pão para o Inverno... simplesmente apreciava tudo isto!
Mas depois, vá lá, agora tens de escolher... O que vai ser?
E que tal nada!
Seria bem mais simples, mas não. Dediquei-me a esta cruzada do encontrar-se a si mesmo. Realizado... com futuro... ser alguém... Já pensei tanto sobre isto que um dia destes escrevo um livro de auto-ajuda. Afinal, mas uma treta para os super mercados, que diferença faz?
A questão é que de repente te dão um papel para a mão. Tu assinas. E seguem-se outros papeis, livros, certificados de como estiveste presente... E de repente estás rodeado de tratados sobre coisas infinitamente microscópicas que não te interessam. Mas foi a escolha que tu fizeste e a pala está lá para te ajudar a orientar.
Já pensaram neste mesmo esquema a uma escala global?
Deliciem-se com uma coisa fenomenal. O esquema de notícias num Telejornal. Ontem deliciei-me com a seguinte sequência:
- O Desastre no Haiti. Mais de 100.000 mortos. Imagens de uma cidade destruída de casas e de rostos destruídos de vida;
- A notícia de uma taxista Americano que tinha devolvido a carteira com 15000€ que uma senhora Italiana tinha deixado no carro dele. Fez de tudo para encontrar a senhora, terminando com "acho que fiz o que a minha mãe me ensinou que estava certo";
- Últimas actualizações do jogo do FCP, com declarações de Jesualdo Ferreira.
A verdade é que enquanto se falava de uma pessoa AINDA com princípios morais e humanos (o taxista), no pensamento da minha avó ecoava um "coitadinhos", revendo as imagens de sofrimento no Haiti. Tal como ela ignorou, também os fãs do FCP e futebol desligaram completamente o que acabavam de ver na notícia anterior porque o resumo do jogo era bem mais importante.
Isto aconteceu na minha casa, mas creio que não foi a única...
Sim, temos liberdade de expressão e direitos para todos os gostos, mas será que temos realmente liberdade de pensamento?
Peço desculpa, por vos fazer ler... pensar... meditar... AH!
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Popota, a verdadeira mulher Portuguesa
A todos os que ainda não viram o reclame da Popota na tv... Recomenda-se! Ela este ano está fantástica a cantar e a dançar ao longo do Globo. Referenciando ainda que toda a acção começa com a querida ponte D. Luis de fundo.
E a musica? "popo - popo popo popo - popo". Eu divirto-me imenso com esta Popota sempre bela e animada!
Agora remetendo-me para o título do post: nós, meninas genuinamente Portuguesas, temos dentro de nós uma Popota deslumbrante. A avaliar pelas feições podem julgar que estou a chamar "gorda" a toda a gente. Pois, na verdade, estou a chamar fofinha. A qualidade de ser tão fofinha que só apetece abraçar como a um ursinho de peluche.
Uma das características da Popota é ser uma lady que se adapta a qualquer ambiente. Ora nós, os Portugueses, também somos conhecidos pela boa capacidade de cooperação em qualquer país para o qual emigremos. E claro, todas nós somos altamente elegantes, verdadeiras ladys no vestir e no estar.
Chega de estrangeirices e de seguir modelos suecos (execpto o IKEA, claro). Sejamos as Popotas de Portugal, cheias de energia e beleza, enfrentando estes dias de frio com um sorriso e boa disposição!
domingo, 18 de Outubro de 2009
Fechado...
Por motivos de força maior, em que as emoções se apoderaram do meu frágil e frio corpo, hoje fiquei por cá! Para não correr riscos desnecessários de me ver fazer figura de Torre de Pisa (a cair pro lado) decidi então fechar para obras por uma tarde.Fechei o corpo ao movimento...
Fechei a mente às preocupações e ao "tenho que fazer"....
Fechei o coração às emoções...
E fiquei assim apenas, como que despida de mim mesma, a usar apenas os sentidos. Iniciei pelos sabores, degustando um delicioso almoço. Passei depois aos cheiros de uma roupa acabada de sair da máquina, de um jardim, das pessoas. Continuei explorando a visão, das diferentes formas como a televisão nos penetra o cérebro. Completei com a audição de uma bela música. E terminei sentido o pelo dos meus gatos.
Visto desta forma, afinal fiz muito mais do que o que pretendia.
Tenho saudades deste meu refúgio a que chamo casa. Tenho saudades...
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
A verdade é que, à semelhança do principezinho, todos procuramos a felicidade. Ele decidiu fazer uma grande viagem inter-galáctica, descobrindo que não é nas coisas que se encontra a felicidade, mas sim nos laços de amizade que vamos construindo.
Esta premissa tem mais sentido faz à medida que nos afastamos do nosso "ponto de referência".
E aí surgem as saudades:
Saudades dos sorrisos e gargalhadas que partilhamos juntos;
Saudades do "então, estás boa?" que diariamente é tão distante e banal, no entanto revela no olhar do outro aquele elo essencial;
Saudades até de um timbre de voz tão particular e familiar, que nos faz sentir em casa.
Toda a gente consegue facilmente abrir a boca para dizer"eu não tenho tempo" e adiar o momento para o canto.
Quando as horas passam depressa e nós nem damos conta por elas passarem, por vezes olhamos para trás e a "felicidade" perde-se num passado distante.
Aprender a saborear o doce do mel é tão especial como aprender a construir a "felicidade".
O verdadeiro, não é suave, mas contém alguns favos que nos ficam na boca, exigindo sabor e pericia; A felicidade atambém exige alguma gesticulação pessoal de encontro ao outro.
No fim, o verdadeiro mel deixa-nos um sabor doce e prolongado na boca. Tal como os nossos elos de felicidade, que se prolongam no tempo...
